Como tratá-lo na cozinha
O cravinho é uma das poucas especiarias com que é facílimo exagerar. A mais dá um tom de botica, medicinal, e come na panela tudo o resto.
- Inteiro ou moído
- O botão inteiro larga o aroma devagar e só em líquido quente: um caldo, uma vinha-d’alhos, uma marinada, uma compota. O moído larga tudo de uma vez e amarga depressa, por isso o seu lugar é na massa de um doce ou no fim da cozedura.
- Quanto
- Três ou quatro botões por cada dois litros. É daqueles casos em que pôr um a mais pode-se sempre, e tirar o que sobra já não.
- A cebola cravejada
- Um clássico francês que a cozinha profissional portuguesa usa todos os dias: cravam-se uns botões numa cebola pelada e vai ao caldo, ou ao leite com que se vai fazer o béchamel. Chama-se oignon clouté, cebola cravejada. Outra vez o nome vem de cravos — à cebola crava-se mesmo.
- Com que funciona
- Pera, ameixa, maçã, marmelo, beterraba, couve-roxa, pato, porco, massas escuras, arroz-doce. Em Portugal vive sobretudo na vinha-d’alhos — a da carne de porco, a da Madeira —, nas marinadas, no cozido e nos caldos demorados, nos pickles, na compota de abóbora e na marmelada, no vinho quente, e na doçaria de Natal: bolo-rei, filhoses, sonhos.
- Tirá-lo antes de servir
- Um botão inteiro no prato é um mau encontro: é lenhoso, pica e deixa meia língua sem sensibilidade. É justamente para isso que se crava na cebola, que depois se tira de um puxão.
Comprar cravinho inteiro
Botões inteiros, não moídos: são eles que guardam o óleo de que fala todo este texto.
O link leva à loja Casa Januário. A ficha vende ao peso — 100 g, 250 g, 500 g ou 1 kg — e 20,68 € é o preço da embalagem de 500 g, verificado a 28 de outubro de 2026; pode mudar, e o que vale é o que constar na ficha do vendedor. A venda, a entrega, as devoluções e o direito de livre resolução de 14 dias previsto no Decreto-Lei n.º 24/2014, de 14 de fevereiro, são da responsabilidade da Januário Mendes Ferreira, Lda (NIPC 500551332, Rua do Bonjardim 348-352, 4000-116 Porto).